Este blog já conta com 5 anos. Com algumas actualizações, surgiu no 12º ano, no curso de Artes Visuais, depois na licenciatura de Artes Plásticas, e neste momento no Mestrado de Design Gráfico e Projectos Editoriais.

É um registo que não sou capaz de eliminar pelo percurso que iniciei cá. De vez em quando actualizo-o. E dá vontade de o voltar a ressuscitar.

atelierJ. Incubadora. Projectos

Joseph Cornell – “Untitled (Bébé Marie)”

“Untitled (Bébé Marie)” - Joseph Cornell

  Escultor, cineasta e escritor, Joseph Cornell (1903-1972), contextualiza-se historicamente no início do século XX, quando decorreu a 1ª e a 2ª guerra mundial, e surgiram as vanguardas, entre outros. Estudou de 1917-1921 na Academia Phillips em Andover. Depois de ter deixado a academia conseguiu um emprego como comerciante de têxteis para William Whitman Company, em Nova Iorque. Durante este período, desenvolveu bastante o interesse pelas artes, e através da crítica da arte e de exposições absorveu a arte do séc. XIX e a arte das vanguardas, admirando particularmente o trabalho de Odion Redon. Através da Galeria Julien Levy, participou na exposição de surrealismo com uma série de colagens e um objecto. Aprendeu técnicas de madeira, o que se vai reflectir nos seus trabalhos. Em 1939 é oficialmente estriado o seu primeiro filme “Rose Hubart”. Paralelamente ao seu desenvolvimento na área das artes plásticas e da escrita, Cornell, na década de 50, retoma a indústria cinematográfica mas no papel de director e editor realizando com outros parceiros, várias curtas-metragens como “GniR RednoW” (1955). Devido ao declínio da sua saúda e do sofrimento causado pela morte do seu irmão e da sua mãe, a partir de 1960 ele produz algumas caixas, embora continue com as colagens.

  “Untitled (Bébé Marie)”, 1940 – Obra de Cornell, caixa de madeira pintada de dourado e forrada com um papel pintado e ondulado, com uma boneca de porcelana  com um chapéu de palha com flores embrulhada, rodeada de galhos de árvores secos e salpicada por tinta. A caixa, por ser dourada remete-nos para uma ideia de relíquia e de importância, tornando a boneca de porcelana o objecto de riqueza. A boneca de porcelana apesar de belíssima pode provocar uma sensação arrepiante aos espectadores através do seu olhar vazio, e de nos reportar para lendas místicas em que estão envolvidas, negativamente. O facto de se encontrar coberta com os galhos secos torna-a mais uma vez sombria. Segundo Charles Simic, poeta laureado dos EUA, enquanto a mãe estava ocupada com outras coisas, Marie foi à bolsa dela e tirou a maquilhagem, e pintou-se em frente a um espelho. Agora, está de castigo; uma menina mimada com um chapéu de palha preparada para ser queimada na fogueira. Assim, já se pode ver as “chamas” nos seus longos cabelos emaranhados com os galhos. Tem os lábios e as bochechas vermelhas, e os seus olhos estão bem abertos para que ela nos possa ver enquanto nós a observamos. A boneca de porcelana na floresta de galhos, uma obra sinistra.

  Ao analisar esta obra na aula passada, foi completamente perceptível os elementos que a compunham, e a interligação que eles teriam de uma forma sinistra. Assim, ao complementar a informação desta obra de Joseph Cornell, conseguimos através da breve biografia do artista e de reflexões feitas por outros, concluir que apesar de todo o seu trabalho desenvolvido, foram as suas caixas com objectos integrantes que sobressaíram mais que as suas colagens e curta-metragens. Como Deborah Solomon escreveu “Cornell era um amante dos segredos e mistérios. Ele próprio descreveu as suas caixas como sendo jogos esquecidos de uma infância rica em ambiguidades.”

(Cadeira: Análise e Interpretação

1º Ano Artes Plásticas

Joana Bernardo)

Gustave Courbet – “The Stonebreakers”

  

"Stonebreakers - Gustave Courbet"

  Datado em 1849, a obra de Gustave Courbet (1819-1877), “The Stonebreakers”, óleo sobre tela, integra-se no Realismo, tendo origem em França. No mesmo contexto histórico decorre a revolução de 1848.

  Courbet assinala uma revolução na arte, através da sua deliberada renúncia a efeitos fáceis e da sua determinação de representar a realidade do mundo, assim como estimula outros a rejeitar o convencionalismo e a seguir a própria consciência artística. Na sua representação não existem poses graciosas, linhas fluentes ou cores impressionantes, mas sim uma visão mais objectiva e rigorosa sobre a realidade e implementa um novo entendimento do papel da arte, por via do seu empenhamento na denúncia da opressão e da desumanização de que a sociedade industrial tinha trazido. Os seus quadros funcionam com um protesto contra as convenções aceites, obrigando assim a burguesia a sair da sua complacência.

  Através da obra “The Stonebreakers” observamos isso mesmo: a representação realista de uma cena campestre, onde observamos o trabalho de equipa entre as duas personagens. Não nos é permitido ver as faces das personagens, da mesma maneira que não conseguimos decifrar os seus sentimentos, porque estes representam o povo, sendo Courbet contra o individualismo.

  O plano de fundo escuro exerce como função destacar as personagens e neste caso o tema abordado, o trabalho. O pormenor da “merenda” retrata uma certa realidade, um modo de vida, uma classe social brutalizada pelo trabalho e que personificam uma fatalista visão da vida.

 

(Cadeira de: Análise e Interpretação

1º Ano Artes Plásticas

Joana Bernardo)

O criador britânico de Modesty Blaise ( a tira diária de Imprensa que começou a ser publicada no “The Evening Standard”), Peter O’Donnel, faleceu.

” Inspirada na literatura de espionagem, Modesty era uma jovem amnésica, fugitiva de um campo de refugiados grego após o final da II Guerra Mundial, que vivia de expedientes pouco lícitos. Viria mesmo a dirigir a organização criminal Network, antes de se tornar uma agente secreta ao serviço do Governo inglês. Bela, sensual e sedutora, apesar dessa nova faceta não ganhou muitos escrúpulos nem deixou de frequentar o submundo, tendo como único amigo William Garvin, um antigo mercenário. ”

Jim Holdaway desenhou a tira até à sua morte, em 1970, sendo depois substituído por Enrique Romero, John Burns, Patrick Wright e Neville Colvin. Até ao final da série, a 11 de Abril de 2001, foram publicadas 10183 tiras diárias, tendo algumas delas aparecido nas páginas do “Diário Popular”, em meados dos anos 1980, época em que a Gradiva editou um tomo intitulado “Aventuras completas de Modesty Blaise”.

Para além da BD, O’Donnell escreveu três dezenas de livros com as suas aventuras, bem como diversos romances históricos sob o pseudónimo de Madeleine Brent.

 

 

 

– Daniel Africano

Hey :p

Hoje descobri um novo artista pelo qual fiquei a apreciar bastante o seu trabalho.

Este artista formou-se na FBAUP,  2002/2007 (http://sigarra.up.pt/fbaup/alunos_geral.FormView?P_COD=021201026) e é reconhecido como Daniel Africano.

Orienta juntamente com Daniel Gamelas um Atelier de Arte Realista do Porto, com programas de desenho de figura-humana, pintura de figura-humana e pintura de tema livre.

Tive a oportunidade de apreciar alguns dos seus trabalhos na área da pintura, do desenho e da ilustração.

Adorei o seu trabalho principalmente na área do desenho e da ilustração.

Desenho:

 

Pintura :

The Charge of St. Michael oil on linen canvas triptic : 450 x 250 cm
To Papini oil on linen canvas 175 x 250 cm SOLD
Francesca de Ser Minato del Sera oil on linen canvas 125 x 190 cm SOLD

 Ilustração:

Herculano

Para mais informações : http://www.danielafricano.com/ 

Olá  🙂

Sou a Joana Bernardo e frequento actualmente o 12ºano do curso de Artes Visuais, no Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas. Pretendo ingressar no curso de Artes Plásticas ou de Cenografia.

Este blog foi criado no âmbito de uma das disciplinas do meu curso este ano, a Oficina de Multimédia e tem como objectivo a publicação de todos os nossos trabalhos, em destaque os deste ano lectivo.

Espero que apreciem, cumprimentos.