(in)Consciente(mente)

É aqui, que inevitavelmente me encontro. Seja de que maneira for. Não existem limites ou fronteiras. Aqui sim, assumes uma postura sem medo, explorável e empírica, influenciada (tu sabes bem pelo quê: Tudo); e assumes-te (in)Consciente(mente).

DG – Diário Gráfico

  • “É um instrumento de trabalho, com um formato fácil de transportar que estimula a observação e o registo gráfico. Nele poderás desenhar tudo aquilo que quiseres.”
  • “É um instrumento de trabalho tão importante para artistas plásticos, assim como para pessoas das mais variadas áreas, que têm o hábito de desenhar com frequência num caderno portátil, tornando-os mais atentos, mais observadores, com mais vontade de experimentar e com mais gosto pelo registo sistemático do seu quotidiano. Há várias maneiras de usar o Diário Gráfico como instrumento didáctico.”
  • “É uma forma de registarmos as nossas ideias. O nome diz tudo, é um caderno que nos acompanha todos os dias. O material é um qualquer, é o que vem à mão, ou o que consigo arranjar quando saio do atelier (…) De uma forma muito livre, é um caderno que te acompanha, onde registas as ideias, onde podes… desenhar à vista alguém ou ninguém em particular (…) funcionou como um mini-estúdio. Estúdio ambulante que te permite ser criativo o dia todo (…) Começa, talvez, por ser uma moda, especialmente para a malta das Belas-Artes, e depois transforma-se num hábito, havendo uma evolução da pessoa, o diário gráfico começa a fazer parte da pessoa, isto numa perspectiva…idílica. (…) O Diário Gráfico é como uma companhia. (…) Às vezes para se desenhar, observa-se, outras vezes é-se observado, é um factor de socialização. É uma maneira de estarmos sózinhos sem nos sentirmos tão isolados. É uma questão psicológica, claro. (…) O Diário Gráfico é uma sebenta, é onde se começa a registar os dados de um projecto. Pode ter tantas definições… é um caderno com folhas em branco onde cabe lá tudo. Sentes-te muito mais liberto, porque podes experimentar tudo, a todos os níveis, é muito intimista e podem-se fazer coisas fabulosas.”

Desde que vim estudar para a ESAD, em Setembro, estou a preencher o quinto diário gráfico. Fotografados, seleccionei alguns dos muitos resultados, que hoje começam a ser publicados.

«O desenho é como um catalisador da memória e do imaginário. A viagem torna-se aquele caderno.»

Pedro Salgado

 

 

Envolve-te

Não, tu não sabes.

Não sabes o que é parares no meio da multidão, e desapareceres. Estagnares.

Paras de olhar para o papel. Levantas a cabeça e observas.

Gente, Gente e Gente.

Fato e gravata e postura intocável, miúdas que começam a dar as suas voltas sozinhas, e conversas alheias que ouves por códigos (e não propositadamente) já que se encontram ao teu lado. Em plena esplanada, rua das montras, 17h05, começa a arrefecer, Novembro. A agitação é constante, mas é uma agitação que eu gosto. Ok, as castanhas, ou melhor, o “aroma” delas assadas invade a rua das montras, e pára sempre gente lá.

Dois beijos, despedida.

Tostas mistas e cafés, ou refrigerante para contrariar.

Dou conta que deveria ter pago a conta logo que me serviram aqui na esplanada, mas pela minha cara tão descontraída e enfeitiçada por este ambiente, o empregado nem sequer teve coragem de pedir.

Um homem à janela, da Alliance Française, olha para aqui para baixo. Não sou só eu que tenho vontade de parar no tempo e observar isto tudo. É que é brutal.

Tu sentes que observas de outro prisma, então sentes-te calmo, sossegado e sereno, em missão de observação, mas simultaneamente, sentes um efeito de ansiedade, de felicidade, nostalgia e vontade.

(Sim, já vamos ao chocolate quente – sms)

Até com este frio toda a gente se agasalha e a esplanada enche. É a procura que todos uma vez (pelo menos pensamos): eu estou aqui, alguém repara? No mesmo sítio, existem milhares de pensamentos, pessoas, objectivos, rumos. É espectacular (tentares) decifrar na expressão, no caminhar, no olhar, ou até no que o interior te oferece, em vez do que o exterior te descreve.

Mãe e filho estrangeiros – relato escolar

Festa – secundário

Sozinha – vida

Homens – futebol

Mão dada – conquista

Expresso – destino, objectivo, persistência, rotina

Direita, esquerda, baixo e cima, rua estreita, longa, torta (pára a olhar par mim. Quer se sentar?).

Discussão – novas tecnologias

Informações – diálogo

Mistura – Sociedade – Homogéneo ? – Pára – Preocupa-te – Envolve-te

Nem mais. (eu sei Bruno)

Era para ter terminado, mas o “barulho” não pára e continua a despertar. (As luzes (de Natal) despertam, ok, ligam).

É sempre assim, por muito que tentes ignorar.

(Alguma coisa a ver com o Italiano da aula?)

– Rotina Gráfica

Diário Gráfico, Diário Gráfico e Diário Gráfico !

Mais pessoal que o meu diário gráfico existem poucas coisas na minha vida assim. Apesar de o publicar e de muita gente o desfolhear nunca ninguém descobre a essência de cada risco ou mancha que nele existe.

Existem as críticas e as apreciações plasticamente, mas o verdadeiro sentido só nós o sabemos 🙂

Tinta da china e aguadas s/ papel
Aguarela s/ papel
Tinta da china s/ papel
Aguarela s/ papel
Tinta da china s/ papel
Tinta da china s/ papel

Hey ! 

Mais um projecto! Desta vez é em Oficina de Artes e este 3º projecto está previsto para o decorrer deste segundo período. 

O tema do projecto era livre, e primeiramente consistia em utilizarmos como técnica a pintura. Numa fase posterior, ficou decidido que o projecto seria totalmente livre, quer em relação ao tema a abordar como a técnica a ser utilizada. Assim, teríamos que fazer uma vasta pesquisa a fim de escolhermos um artista em que nos baseássemos, e realizarmos estudos para começarmos a formar uma ideia final. Iniciaremos para a semana o projecto final! 

Eu pesquisei vários artistas, porém achei essencial mencionar estes três artistas já que o meu trabalho se baseia nas obras destes e que estas obras se encontram incluídas na minha pesquisa seleccionada e essencial.   

Dois dos artistas que no início pensei em me basear foram no Edvard Munch e no Ernest Kirchner, da corrente expressionista que estudei em História e Cultura das Artes.    

 

Edvard Munch
Edvard Munch
Ernest Kirchner
Ernest Kirchner

Um dos meus estudos de uma obra de Ernest Kirchner, no diário gráfico:

     

Pastel de Óleo s/ papel

Após ter realizado alguns estudos, decidi abdicar deste artista e basear-me num artista que tinha descoberto: Duarte Vitória. Aprecio bastante o trabalho dele, e comecei com alguns estudos sobre alguns retratos da sua autoria.  

Duarte Vitória
Duarte Vitória
Duarte Vitória

Entretanto, surgiu mencionado pela professora Margarida, orientadora de Oficina de Artes, o nome Egon Schiele, um expressionista com um trabalho fantástico. Deste artista fiz uma recolha bastante grande, informei-me sobre a vida e o tipo de trabalho dele, assim como a intenção dele em certas obras e comecei a estudar a sua obra.   

Egon Schiele

 

Egon Schiele
Egon Schiele
Egon Schiele
Egon Schiele
Egon Schiele

O meu projecto irá ser realizado em tela com a técnica de pintura acrílica, e irei me basear essencialmente em Egon Schiele.   

De acordo com a evolução do trabalho irei dando notícias sobre este projecto! :p

Outra das minhas perdições é o diário gráfico !
Comecei acerca de um ano e estou a terminar o quarto diário gráfico.
E passo a citar ” Sendo o Diário Gráfico um instrumento de trabalho tão importante para artistas plásticos, assim como para pessoas das mais variadas áreas, que têm o hábito de desenhar com frequência num caderno portátil, será com certeza também de grande utilidade para os alunos, vocacionados ou não para a área das artes visuais, tornando-os mais atentos, mais observadores, com mais vontade de experimentar e com mais gosto pelo registo sistemático do seu quotidiano. ” – diariografico.com .
 Assim, hoje vou publicar algumas fotografias dos meus diários gráficos 🙂
 
Aguarela s/ papel
Marcador s/ papel
Sanguínea s/ papel
Tinta da china e aguada s/ papel
Sanguínea e Carvão s/ papel
Tinta da china s/ papel
Pastel de Óleo s/ papel
Tinta da china s/ papel
Pastel de Óleo s/ papel